segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

19 de Dezembro - Santo Urbano V

O seu Pontificado assinalou-se pelo envio de missionários para as Índias, a China e a Lituânia; pela pregação de uma nova cruzada

Nascido em 1310, no castelo de Grisac, nas Cevenas, França, Guilherme de Grimoard, filho do cavaleiro do mesmo nome e de Anfelisa de Montferrand, mostrou-se desde a infância hostil a toda frivolidade. Vendo-o fugir dos jogos próprios da sua idade e recolher-se à capela, sua mãe dizia: “Eu não o compreendo; mas, enfim, basta que Deus o compreenda”. Entrou na abadia beneditina de Chirac, perto de Mende; proferiu os votos no convento de S. Vítor de Marselha e, a seguir, entrou na Congregação de Cluny. Formou-se em Direito Canônico em outubro de 1342; ensinou nas Universidades de Toulouse, Montpellier, Paris e Avignon; exerceu as funções de Vigário Geral em Clermon e Uzés; foi nomeado Abade de S. Germano de Auxerre em 13 de fevereiro de 1352 e, no dia 26 de julho do mesmo ano, Clemente VI nomeou-o Legado Pontifício na Lombardia. Mais tarde, sendo Abade de S. Vítor de Marselha, foi encarregado da mesma missão no reino de Nápoles, por Inocêncio VI.

Os Papas residiam em Avignon (Avinhão), mas já pensavam em voltar para Roma; para preparar esse regresso, Guilherme desenvolvia grande atividade diplomática na Itália. Nos fins de 1362, sucedeu a Inocêncio VI, com o nome de Urbano V, sendo um dos sete Papas que, de 1309 a 1377, residiram em Avignon. O seu Pontificado assinalou-se pelo envio de missionários para as Índias, a China e a Lituânia; pela pregação de uma nova cruzada; pelo apoio que deu aos estudos eclesiásticos, e por diversas reformas que levou a efeito na administração da Igreja. Depois de renovar a excomunhão pronunciada por Inocêncio VI contra Pedro IV, rei de Castela, assassino de sua mulher e polígamo, autorizou Henrique de Trastâmara, seu irmão, a destroná-lo. Convidou ao mesmo tempo Du Guesclin e as suas “companhias brancas” a prestar-lhe auxílio, assegurando assim o êxito dessa revolução dinástica.

Em 1367, Urbano V entendeu que tinha chegado o momento de regressar a Roma. No dia 19 de maio, embarcou em Marselha, acompanhado de vinte e quatro galeras; no dia 3 de junho, desembarcou em Corneto e em 16 de outubro fez a entrada triunfal na Cidade Eterna. Não conseguiu, porém, manter-se, apesar dos protestos de Santa Brígida, que lhe previu morte próxima se voltasse. Mas voltou no dia 26 de setembro de 1370, regressando a Avignon, onde morreu em 19 de dezembro seguinte, revestido do hábito beneditino. Tempos antes, tinha-se mudado para casa de seu irmão, por não desejar acabar a vida num palácio. Por sua ordem, as portas dessa casa mantinham-se abertas, a fim de que todos pudessem entrar livremente e ver “como morre um Papa”.

ORAÇÃO: Deus, nosso Pai, Santo Urbano viveu na mais completa simplicidade e despojamento, procurando sempre ajudar os mais necessitados. Que cada um de nós, nesse dia, possamos abrir nosso coração à claridade de vossa luz e que se dissipem de nossa vida a indiferença perante as necessidades de nossos semelhantes. Em um mundo fragilizado e doente pela violência e falta de respeito à pessoa, dai-nos coragem e ousadia para cumprir nossa missão de sermos ternos e misericordiosos, para que assim possamos alcançar de vós ternura e misericórdia. E quando findar este dia, elevemos de coração sincero esta prece: "Agora que o clarão da luz se apaga, a vós imploramos, Criador: com vossa paternal misericórdia, guardai-nos sob a luz do vosso amor. Nossos corações sonhem convosco: no sono, possam eles vos sentir. Cantemos novamente vossa glória ao brilho da manhã que vai surgir. Saúde concedei-nos nesta vida, as nossas energias renovai; da noite a pavorosa escuridão com vossa claridade iluminai. Ó Pai, prestai ouvido às nossas preces, ouvi-nos por Jesus, nosso Senhor, que reina para sempre em vossa glória convosco e o Espírito de Amor" Amém

ORAÇÃO DO DIA: Pai, atendendo à oração de Zacarias, manifestaste tua misericórdia para com o justo sofredor. Sê também benévolo diante das nossas angústias. Amém!

Santo Urbano V, rogai por nós!

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